SARAU - TEXTOS

  • "Ainda não estamos habituados com o mundo. Nascer é muito comprido."

    Murilo Mendes

    Contribuição de Bruno, comentando que, depois do nascimento biológico, a gente segue construindo um jeito de estar no mundo. (02/02/16)

     


  • “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.

    Jung. C. J.

    Contribuição de Cidinha contando sua reação ao ouvir a frase: “ficou guardada, enraizado em mim. Essa questão de tocar alguém, sendo alguém”. (29/09/15)

     


  • “Onde não puderes amar, não te demores.”

    (Autoria controversa atribuída à Frida Kahlo, Augusto Branco e Eleonora Duse)

     Contribuição de Jemima, contando a frase que a levou a pensar em sua capacidade de amar: “perceber em que momento posso amar e, se não puder, que eu não me demore”. (25/04/2015)


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    "O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você". A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção."

    Rubem Alves

    Contribuição de Luana que complementa: "Desde ontem estava pensando sobre escutar (...) e no final do dia fui para a aula de piano eu estava tocando, assim, tecnicamente certo, mas o professor falou se você tocar assim vai ficar melhor, escuta, mas sente também a música. Aí eu fiquei pensando não só na percepção musical, mas na percepção da vida(...) às vezes, a gente tem que sentir mais, escutar mais porque a técnica pode até estar certa, mas se não tiver o sentimento fica vazia." (26/05/15)


  • Porque é que você olha tão demoradamente cada pessoa?
    Ela corou: - Não sabia que você estava me observando.
    Não é por nada que olho: é que gosto de ver as pessoas sendo...

    Clarice Lispector

    Contribuição de Lígia, apresentando o trecho do livro em que se lembrou do grupo porque no grupo “as pessoas estão sendo, existindo, vivendo, sendo seres humanos... neste grupo a gente se percebe também sendo.” (03/02/15)


  • Amor sem verdade não é mais do que paixão. Verdade sem amor não passa de crueldade.

    Wilfred Bion

    Contribuição de Micael refletindo que “se a gente amar alguém de olhos vendados pode acabar idealizando a pessoa... Quando a gente ama com verdade, a gente põe os pés no chão e consegue enxergar a outra pessoa de fato. E se a gente usa da verdade sem amor corre o risco de às vezes ferir as pessoas.” (23/12/14)


  • Talvez agora o seu amor fosse maior, porque já não se alimentava de perfeições reais ou imaginadas.

    José Saramago

    Contribuição de Bruno, comentando a frase lida no livro “Claraboia”, a respeito de um casal que estava junto há 30 anos: “talvez naquele momento o amor fosse maior porque um conhecia o outro de verdade... Não achar que só tem coisas boas, idealizando e vendo a pessoa de um jeito que ela não é.” (23/12/14).


  • A felicidade é uma coisa boa
    E tão delicada também.
    Tem flores e amores,
    De todas as cores
    Tem ninhos de passarinhos
    Tudo de bom ela tem
    E é por ela ser assim tão delicada
    Que eu trato dela sempre muito bem.

    Vinicius de Moraes/ Tom Jobim

    Contribuição de Julia, refletindo sobre a música “A Felicidade”: “A música começa dizendo que tristeza não tem fim, felicidade sim. E isso parece muito triste, tristeza é uma coisa que não acaba nunca, felicidade tem fim. Parece uma coisa ruim, mas ai ao longo da música acaba ficando claro que na verdade a felicidade é uma coisa delicada que a gente tem que cuidar dela, cultivar...” (23/12/14)


  • Como consertar o mundo?

    Um homem muito preocupado com os problemas do mundo passava dias em seu escritório, tentando encontrar meios de consertar o planeta. Certo dia, seu filho de 7 anos entrou em seu escritório decidido a ajudá-lo.
    O homem, nervoso pela interrupção, tentou fazer o filho brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível removê-lo, procurou algo que pudesse distrair a criança. De repente, deparou-se com o mapa do mundo. Estava ali o que procurava. Recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva entregou ao filho dizendo:
    - Você gosta de quebra-cabeça? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está ele todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Mas faça tudo sozinho!
    Pelos seus cálculos, a criança levaria dias para recompor o mapa, sem interromper o pai.
    Passados alguns minutos, ouviu o filho chamando-o calmamente:
    - Pai, consegui! Terminei tudo!
    A princípio, o pai não deu crédito ao chamado do filho. Seria impossível uma criança de 7 anos conseguir recompor um mapa que jamais tinha visto.
    Relutante, o homem levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Ele ficou boquiaberto. Pensou: como seria possível? Como o menino de 7 anos foi capaz de tal feito? E resolveu perguntar:
    - Meu filho, você não sabia como era o mundo, como conseguiu montá-lo completamente?
    E a criança respondeu:
    - Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel do jornal para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. E quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem do outro lado da folha, pois o homem eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo!

    (Autor desconhecido)

    Contribuição de Valdinéia, contando de sua busca: “no sentido de melhorar a minha vida, procuro alguma coisa pra me ajudar como ser humano.” (19/9/14)


  • Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.

    Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
    Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.  Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
    Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
    Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que esta sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
    Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras, a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

     Rubem Alves

    Contribuição de Gilda, referindo a alegria por ganhar o livro "O amor que acende a lua" e por compartilhar a descoberta do texto com o marido. (15/08/14)



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